Máquina do Tempo

quinta-feira, agosto 31

PARABÉNS PAULA

Paula Vasconcelos, mais conhecida por nós por Palitcha, faz hoje os seus 30 anos, Palitcha faz parte do núcleo mais antigo da Máquina do Tempo, uma excelente actriz, encarnou imensas personagens como a Lurdinhas, o Burro da Carochinha, o Mar dos Açores e o Mar, uma das irmãs da Cinderela, etc... etc... etc... Para mim é a amiga que todos gostavam de ter de quem eu gostarei a vida toda, Palitcha, sei que os tempos que correm para ti não serão os melhores, mas o futuro sorri-te e o presente deu-te a coisinha mais linda que podias ter, o Tomás.
Muitos parabéns pelo dia de hoje e pelos 30...




quarta-feira, agosto 16

Ouro sobre azul

Noite fúnebre de Agosto. Nem lua, nem estrela. Apenas um farol assinalava zona marítima. O Pacífico revoltara-se! A escuridão das nuvens apagara qualquer vestígio do horizonte. Parecia o fim do mundo…
Em terra, somente os relâmpagos iluminavam o caminho de quando em vez para que se visse o agitar das árvores, massacradas pelo vendaval. A chuva lavava o corpo da única alma que se atrevera a desafiar os monstros desenhados nos altos rochedos. Fora apanhar flores para perfumar o seu refúgio mas temia nao regressar. Várias vezes lamentara não ter dado aquele abraço ao seu melhor amigo…um beijo sentido à sua amada…
Durante três fatídicos dias e três tenebrosas noites, a vida pereceu desaparecer. O povo daquele aldeia pareceu ter hibernado, mercê de um rigoroso Inverno antecipado que se fazia anunciar.
Mas nada é para sempre. Nem mesmo o pior dos cenários resiste è grandiosa capacidade de mutação e regeneração que a natureza encerra.
Ao quarto dia, a teimosia do vento fora superior à resistência da nuvens e afastou-as revelando um azul infinito. O sol reencontrou o seu lugar na imensidão do céu e fez secar as últimas gotas de chuva. O mar acalmou e os monstros regressaram às suas cavernas.
Sorridentes, as flores despertaram para um novo dia envoltas naquele cheiro de terra molhada, por entre raios de sol que aqueciam a pradaria. Um arco-iris desenhava-se. A borboletas regressaram e os pardais encantavam com a sua música. Um homem surgiu por detrás de um casebre destruído. Benzia-se e, contemplando o céu, agradecia ter agora oportunidade de abraçar aquele amigo…beijar aquela mulher. Comprometeu-se a viver cada dia como se fosse o último, a apreciar cada pormenor, a aproveitar cada minuto…
Esse homem, é cada um de nós. Muitas vezes rendidos às angústias e às frustracões, acomodados ao nosso fado e convencidos de que a escuridão será eterna. Sempre demasiado ocupados, sempre adiando até as coisas mais simples. Sempre resistentes a um agradecimento, um elogio...um abraço, um beijo...
Mas nada é para sempre. E é tão mais agradável encarar a vida com o optimismo e a alegria das mais inocentes criaturas…esquilos, pica-paus, pandas e joaninhas…que não conhecem a definição de “amanhã”. É tão mais agradável contemplar as mil e uma cores do universo e sentir o sol que aquece, ilumina e espalha aquele brilho que torna tudo muito mais bonito...até nós :)

Passei por cá.
Só para desejar bom dia :)