Máquina do Tempo

sexta-feira, março 24

Mágicos e Deuses

"A vida (…) do ponto de vista químico, é curiosamente simples: carbono, hidrogénio, oxigénio e azoto, um pouco de cálcio, uma pitada de enxofre, uns pozinhos de outros elementos muito corriqueiros – nada que não possa encontrar numa farmácia normal – e pronto, não é preciso mais nada.” (…)
Bill Bryson, “Breve História de Quase Tudo”


Receita fascinante. Pelo milagre que é, pelo segredo que encerra!
A total exclusividade na igualdade do ser. O absoluto segredo que murmuramos na caminhada. Lançando desejos, cinzelando emoções.
O segredo da verdade da não aceitação pura da plasmação do milagre. Porque finito. E um verdadeiro milagre deveria transcender-se a si próprio.
Começamos, então, a determinar o segredo. A receita não podia ser tão simples. Na realidade o que premia o botão de mistura?
E como pequenos mágicos aventurámo-nos a uma “Ideia Superior”.
Outra vida! Dialecticamente conjugada.
Sim, o segredo não podia conviver com o que riscamos no espaço.
O segredo, para verdadeiro mistério, deveria residir num horizonte insondável. Mas, porque o totalmente desconhecido não é susceptível de conhecimento, fantasiámos esse horizonte de profanidade. E apelidámo-lo de sacro.
As energias ilibavam-se, assim, nesse outro lugar, conscientemente.
E a Idade Média esperaria para vingar esta nossa veleidade criativa.
Hoje, esse outro lugar, irrompe como nosso lugar numa nova espiritualidade.
E como pequenos deuses dizemos o sacro em nós. Já nada nos vale, nada nos iliba. Definitivamente sós, cinzelamos o rumo do nosso desenho. É aqui que reside a singularidade do segredo. No imperativo do diferente colorido nas telas das nossas almas.E o segredo? Apenas isto: a não existência de segredo algum!
Foto de autor desconhecido.

13 Comments:

Blogger MDeus said...

Olha, olha, finalmente o Espirito da Lagoa Azul resolveu abandonar a moita do anonimato...amiga seja benvinda aos post!!!e não se fique por aqui, da maneira como escreve bem estou à espera de muitos mais.

Gostei Amélia, um beijinho para ti.

3/24/2006 11:05 da tarde  
Anonymous soslayo said...

Amélia Lopes, é assim a vida! E resume-se a isso mesmo, na filosofia que nos torna diferentes dos restantes animais. Bem escrito, gostei parabéns. Um beijinho.

3/26/2006 10:28 da manhã  
Anonymous espírito azul clarinho said...

Maria essa da moita do anonimato é de mestre.Só custa começar...Eu e os computadores temos uma estranha relação, bem sabes!
Até logo.Bj**

3/26/2006 12:45 da tarde  
Blogger Amélia Lopes said...

Soslaio, obrigado pela sua opinião.
Volte sempre.
Bjinho

3/26/2006 12:54 da tarde  
Blogger Nina said...

Bem vinda à blogsfera minha irmã...há uns meses atrás nem imaginava vir a ler algo teu por este mundo...Adorei..continua ;)

Beijo Grandeeeeeeeeeeeeeee :)

3/26/2006 2:17 da tarde  
Blogger Amélia Lopes said...

Mana, agradeço o teu extenso comentário...quase tive um esgotamento para sair da "moita".
Bj**

3/26/2006 2:51 da tarde  
Blogger Nina said...

hehehehe...tás c umas piadas mta giras..tás tás...

Adoro-teeeeeeeeeeeeee, refilona :p

3/26/2006 8:27 da tarde  
Blogger Paulo J. Ribeiro said...

Faz-me lembrar a "Lágrima de Preta" do António Gedeão. Muito bom!

3/26/2006 9:02 da tarde  
Blogger Fernando said...

Amélia
Sempre a surpreender. Ou talvez não!
Beijo

3/26/2006 10:42 da tarde  
Blogger Amélia Lopes said...

Paulo,obrigado por ter vindo.
Volte sempre.

3/26/2006 11:51 da tarde  
Blogger Amélia Lopes said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

3/26/2006 11:51 da tarde  
Blogger Amélia Lopes said...

Fernando, isto é anterior ao chá verde.Mas bem podia ter sido na sequência...
Excelente serão!
Beijinho

3/26/2006 11:53 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Texto complexo!
Um Mar de dúvidas! Inata preocupação...

Lua

3/27/2006 10:18 da manhã  

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