Máquina do Tempo

quarta-feira, março 22

"Amor à primeira vista" de uma micaelense que dá vida ao teatro

Hoje é o dia dos actores e actrizes do Teatro Amador. Paula Vasconcelos é actriz e recorda como tudo começa e evoluí na ilha que ainda não compreende o teatro.


Paula Vasconcelos abraça a profissão de actriz amadora com toda a força que tem e acredita que existem bons actores na Região.

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"o público é muito importante para nós, especialmente quando interagem connosco. Mas existe muito a tendência de que o que é do Continente é que tem valor, e isso não corresponde à verdade"
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Nem sempre são os mesmos, fazem rir e fazem chorar. Entram na nossa vida como uma simples personagem que nos preenche a alma. Hoje celebram o seu dia, o grande esperado dia do Teatro Amador.
Paula Vasconcelos, actriz amadora na companhia de Teatro Máquina do Tempo, abraça a profissão desde a sua infância, mas, de momento, vive uma realidade gratificante, pois foi mãe há pouco tempo e teve de se afastar do palco.
A actriz de 29 anos é com emoção que fala ao JORNAL DOS AÇORES e recorda a origem da actriz "Começou por um acaso em 1998/9, em que conheci um amigo que fazia figuração na Máquina do Tempo. Fiz o casting, eles interessaram-se e estavam a precisar de pessoas, então, fiquei lá até hoje", disse.
Foi um "amor à primeira vista", assim define a actriz uma ligação que preenche a sua vida de uma forma saudável. Paula Vasconcelos, embora esteja afastada por uns tempos, não deixa o bicho morrer e recorda com carinho momentos que marcaram esta vida dedicada ao Teatro.

O ANJO E EU...
"Ainda na altura da escola fiz de anjo, que não tem nada a ver comigo. As escolas dedicam-se sempre a estes projectos". Mas nada se faz sem preparação e, no tempo de escola, a actriz frequentou uma oficina de expressão dramática, onde se aprendem técnicas tais como a projecção de voz. " A minha professora pôs-me a cantar ópera e eu, nem, queria acreditar, pois achava que não conseguia".
Emoções e sentimentos inexplicáveis a que Paula Vasconcelos quer dar contínuidade. Mas os colegas ficam sempre marcados pelas experiências vividas e pela informação e ensinamento que podem facultar. "Na Máquina aprendi bastante, quero salientar o nome de João Mendonça que já faleceu. Uma pessoa que escrevia para ti, que não dava trabalho ao actor, apenas pedia que fossemos nós próprios em palco. Ter bons colegas é muito importante, pois são eles que nos dão força". Mas as recordações não se ficam por aqui e Armando foi um dos nomes que Paula quis salientar.
"Ele está ligado às artes plásticas, é um criativo, dá asas à imaginação. Estes dois nomes que referi (João e Armando) deixam-nos crescer e interpretar à nossa maneira, mas claro com educação". Foi emocionada que falou do bebé, mas a sua paixão pelo Teatro estava marcada em cada palavra do seu discurso. A parte mais difícil é na altura dos ensaios, onde "tudo corre mais ou menos bem. Mas, quando chega a altura de estrear a peça, estou lá a 100% e tudo corre às mil maravilhas", salientou.
Mesmo na altura em que a actriz frequentava a oficina de expressão dramática essa situação já era apontada e por vezes chegava a ser penalizada na classificação final. "Tenho esse defeito de nos ensaios não dar tudo de mim, mas quando chega a altura de representar em frente às pessoas, corre tudo às mil maravilhas, não gosta de decorar papéis, mas sim de improvisar", afirmou.
Fazer rir ou fazer chorar está no palpitar da actriz em palco, que conta a primeira vez que pisou o Coliseu depois de restaurado. "Era um momento importante, o Coliseu estava todo bonito, e deu-me uma baixa de tensão, pois estava grávida de um mês. Mas no final, tudo correu bem e consegui representar e dar o melhor".
O público é muito importante nestas profissões, pois "é para eles que estamos lá. Nós até fazemos teatro de rua e é tão bom observar pessoas a aplaudirem e interagirem connosco. Demonstra que o nosso trabalho está a ter significado", mas -como acrescenta- "nem sempre é assim e existem pessoas que se afastam e não ligam". Teatro feito para o público e a pensar no público, embora a realidade seja mais do que isso.
O papel que Paula Vasconcelos gostou mais de fazer foi quando prestou uma homenagem a seus pais. " Foi na altura da escola e apanhei um 20. A ideia surgiu porque eles são os meus maiores fãs, estão sempre ao meu lado a dar apoio. Estava a representar o papel de uma louca que tinha perdido a família e os meus pais estavam acostumados a ver-nos rir. Então, no final, agradecemos a todos e a minha mãe chamou-me a atenção para o facto de faltarem os pais. Então, eu fiquei a pensar nisso e resolvi fazer uma peça para eles, e fiz a surpresa. E eles choraram muito na peça", recordou.
Paula Vasconcelos representa vários papéis mas os que mais lhe custa fazer é a personagem de uma princesa, donzela ou dama, pois "não tem nada a ver comigo. Sou toda bota para baixo, mas se tenho de fazer, faço mesmo".

AS VOLTAS DA VIDA
A vida dá muitas voltas. Desde ser casada, mãe, actriz e fazer secretariado, Paula Vasconcelos reforçou que "com força de vontade tudo se consegue e tudo se faz".
Os maiores problemas da companhia de teatro já foram ultrapassados: "temos uma sala, o problema maior é encontrar um sítio para ensaiar e também faz-nos falta a formação. É errado pensar que somos melhores que os outros, pois ninguém sabe nada".
Na máquina do Tempo temos um ambiente de união e de cumplicidade "o que significa que temos todas as condições para levar bons projectos em frente. Até porque o Armando e a Maria que fazem parte do guarda-roupa e têm uma paciência, apesar de serem pessoas excepcionais e incansáveis", sublinhou.
Existe uma tendência para pensar sempre no que é do Continente". . "Esquecem-se muitas das vezes, que nós temos também qualidade. tenho um colega que foi para o Continente estudar mais e teve que perder a sua pronúncia, infelizmente", contou.
Paula está convencida de que "as pessoas têm necessidade de ir ao Teatro, temos o da Ribeira Grande, o de Ponta Delgada e da Lagoa, mas isso aconteceu à pouco tempo. O Teatro tem de ser mais divulgado e tem de existir mais actores, senão as pessoas começam a cair na repetição que cansa o público...".
"As pessoas procuram muito o humor, gostam de se rir. Fizemos uma peça sobre uma senhora que lê a sina e muitos não acreditam em coisas assim. Tem a ver com a nossa sociedade", concluiu.
Mas, existe um público que se mantêm fiel a todas as personagens do Teatro que são as crianças, pois "interagem connosco, dizem se gostam e se não gostam.
Chegam ao pé dos actores e dizem eu gostei ou então não gostei", tudo uma questão de saber apreciar uma peça de teatro e falar a verdade.

in JORNAL DOS AÇORES
Texto: Telma Vila-Nova
Fotos: Fernando Resendes

Olá meus AMIGOS, hoje é o nosso dia e quero a proveitar a oportunidade de vos saudar a todos...e partilhar connvosco a entrevista que o JORNAL DOS AÇORES publicou hoje sobre mim... então aqui vai...

9 Comments:

Blogger LRocha said...

Olá Paula,
Gostei do teu apontamento e quero dizer-te que gostei de trabalhar contigo na Máquina - volta rápido, precisamos de ti.
Adeus adeus Lurdinhas, vou ali tomá más um resquinho...
J. M. Ramelas

3/22/2006 4:57 da tarde  
Blogger Palitcha said...

Olá Luís,
Também estou cheia de saudades, e fica aqui a promeça de voltar em breve...
"levas-me c'um castiçal...quê rebente-te..."
Ludrinhas

3/22/2006 5:01 da tarde  
Blogger Máquina do Tempo said...

Ê Lola, Lola, tu és bim benita... Não digo o resto porque fica feio, mas eu tenho tantas saudades de ouvir isto nos ensaios e espectáculos linda!!! Tens dado muito de ti ao Teatro e à Máquina do Tempo nunca mais me esqueço o primeiro dia que te vi foi no Hotel Açores Atlântico, foste fazer o "Mar" e quando chegou a tua vez eu quase chorei e sabes que isso não é fácil comigo, disse logo, temos mulher. Tens estado ao nosso lado sempre, fases boas e muito más, temos vivido juntas coisas muito bonitas, as saudades dos serões na minha cozinha a fazer e desmanchar adereços e outras coisas, em que punhamos a escrita em dia...
Palitcha um beijo muito grande para ti e ninguêm melhor que tu para neste dia falar em Teatro Amador, mereces e parabéns.

Muitos beijos....

:)

3/22/2006 5:36 da tarde  
Blogger MDeus said...

Linda esqueci-me que estava com o user da Máquina, mas fui êh, fui êh a madrinha...

Beijinhos outra vez e ao Tomás, estamos à espera das fotos dele no blog.

3/22/2006 5:39 da tarde  
Blogger Desambientado said...

Os meus aplausos. São merecidos.

3/22/2006 9:44 da tarde  
Blogger Armando Moreira said...

Eh Lóla, eu não tenho saudades nenhumas de ti, porque és uma chata do carraças, porque levas a vida a questionar tudo, porque usas chapéus foleiros de verão, porque...porque...confesso, também tenho imensas saudaes de ti e da magia que dás aos textos que escrevo...o teu lugar nunca será ocupado nem na Máquina, nem no meu coração...
Um beijinho Armando moreira

3/23/2006 11:47 da manhã  
Blogger Palitcha said...

Muito Obrigada AMIGOS, sinto-me lisongeada com as vossas palavras...
tou muito "emencionada"....
ADORO-TE Maria, Madrinha, Patroa...queria tanto k a jornalista tivesse transcrito tudo o k disse de ti...., mas isso para nós, também não é nada...sabes bem o k significas para mim...e não te preocupes k notei logo k eras tu, OBRIGADA por fazeres parte da minha vida, Bjkas.
Armando: também não gosto nada de ti, nem sinto saudades tuas, e nem sequer és importante para mim....ha ha ha ganda mentirosa.... Obrigada por seres quem és... Adoro-te bjkas
desambientado: não sei quem és, mas muito obrigada pelo comentário e aplausos para ti também...

3/23/2006 3:28 da tarde  
Blogger marisa said...

Eu Concordo plenamente! Existem sim muitos bons actores na região!!! Por exemplo, a Máquina do Tempo tem muitos bons actores e actrizes!!

4/01/2006 1:17 da tarde  
Anonymous JOAO PORTUGAL said...

ESTE PROGRAMA DA NET E BACANO E ALTAMENTE SOCIO ESNSCREVETE JA.

12/23/2008 4:25 da tarde  

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